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Juíza converte prisão em flagrante em preventiva de cabeleireiro suspeito de matar dentista em Sorriso

Durante audiência de custódia realizada nesta sexta-feira (1º), a juíza Paula Saide Biagi Messen Mussi determinou a conversão da prisão em flagrante…

Durante audiência de custódia realizada nesta sexta-feira (1º), a juíza Paula Saide Biagi Messen Mussi determinou a conversão da prisão em flagrante em prisão preventiva de José Valdson Silva Rocha, de 43 anos. Ele é acusado de desferir um golpe de faca que matou o dentista Dyonisio Carlito Antonielo, também de 43 anos, na manhã de ontem em uma residência no bairro Bela Vista, em Sorriso (MT).

Decisão judicial

No despacho que decretou a prisão preventiva, a magistrada afirmou estar comprovada a materialidade do crime, assim como indícios razoáveis de autoria, com base no boletim de ocorrência, depoimentos de testemunhas e no próprio interrogatório do suspeito. Durante a audiência, José Valdson confessou ter desferido a facada que resultou na morte da vítima.

“A prisão em flagrante atendeu todos os requisitos legais e, diante da gravidade dos fatos e do risco de reiteração criminosa, mostra-se necessária para garantia da ordem pública e da regularidade da instrução processual”, ressaltou a juíza no documento.

Legítima defesa questionada

Em sua defesa, o cabeleireiro alegou ter agido em legítima defesa, afirmando que teria sido agredido pela vítima antes de revidar. No entanto, a juíza considerou que essa tese ainda precisa ser devidamente comprovada por meio de instrução probatória. “A legítima defesa não ficou demonstrada de plano, sendo imprescindível a produção de provas para esclarecer a dinâmica real dos fatos”, destacou a decisão.

Medidas de segurança

Além de determinar a permanência do acusado preso por tempo indeterminado até nova decisão judicial, a juíza solicitou sua transferência ao sistema prisional. A medida visa resguardar a integridade física de José Valdson, que teria recebido ameaças de outros detentos na delegacia.

Contexto do crime

Segundo informações do sargento Almeida, da Polícia Militar, o homicídio ocorreu após um ato de confraternização com consumo de bebidas alcoólicas. O grupo iniciou a reunião em um bar na região central de Sorriso e seguiu para a residência onde ocorreu a fatalidade.

Imagem: Dyonisio Carlito Antonielo

Em entrevista à imprensa, ainda na delegacia e aparentando estar embriagado, o suspeito voltou a afirmar que havia sido agredido pelo dentista. “O cara me bateu, eu nunca tinha revidado dessa forma. Eu cansei de apanhar”, declarou.

As investigações sobre as circunstâncias exatas do crime continuam a cargo da Polícia Civil de Mato Grosso.

Com informações de Sonoticias

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