No começo de maio, o Brasil enfrenta um cenário climático instável, com chuvas mal distribuídas, temperaturas elevadas e a possibilidade de frio mais intenso já na segunda semana, aponta o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet).
Precipitação abaixo da média deve se estender por grande parte do Centro-Sul, enquanto volumes acima do normal ficam concentrados em áreas específicas do Norte e do Sul. Essa irregularidade já começa a influenciar decisões no campo, especialmente em culturas sensíveis ao regime de chuvas.
O país atravessa uma fase de neutralidade climática, mas com probabilidade crescente de formação do El Niño. Dados da National Oceanic and Atmospheric Administration (NOAA) indicam 61% de chance de desenvolvimento entre maio e julho e até 90% no segundo semestre, o que tende a reforçar a variabilidade das precipitações.
Na prática, o início do mês será marcado por calor persistente em grande parte do território, sobretudo no Centro-Oeste e no interior do Sudeste. A partir do dia 7, modelos indicam a entrada de massas de ar frio, capazes de provocar queda acentuada nos termômetros e formação de geadas no Sul e em pontos do Sudeste e Centro-Oeste.
No Sul, o Inmet prevê chuvas acima da média no Rio Grande do Sul e em Santa Catarina, situação que pode atrasar o plantio do trigo. O Paraná, por sua vez, tende a registrar volumes menores de chuva. Com o avanço do frio, o risco de geadas nesses estados aumentará ao longo de maio.
Em São Paulo, Minas Gerais e Goiás, o tempo seco e as temperaturas elevadas predominarão na primeira quinzena, favorecendo a colheita de cana-de-açúcar, café e laranja. Por outro lado, a falta de umidade no solo preocupa produtores de milho da segunda safra.
Imagem: Imagem ilustrativa
Na Região Norte e no Nordeste, as chuvas ficarão concentradas em faixas influenciadas pela Zona de Convergência Intertropical (ZCIT), especialmente entre o litoral do Rio Grande do Norte e o Amapá. Nas demais áreas, a precipitação deve ficar abaixo do normal, com impacto negativo em lavouras de milho.
Há também chance de friagem no Norte a partir de meados de maio, quando a entrada de ar frio do Centro-Sul pode alcançar estados como Acre, Rondônia e partes do sul do Amazonas.
Para os produtores, o cenário reforça a tendência de maior variabilidade climática e janelas mais curtas para decisões no campo, exigindo monitoramento constante e ajustes rápidos no manejo.
Com informações de 24horasmt





