Em 25 de março de 2026, o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgou os resultados da Pesquisa Nacional de Saúde do Escolar (PeNSe) 2024, que entrevistou 118.099 alunos de 13 a 17 anos em 4.167 instituições de ensino públicas e privadas de todo o país. O levantamento mostra que 30% dos estudantes afirmam sentir-se tristes sempre ou na maior parte do tempo.
Entre os entrevistados, 29,6% admitiram já ter tido vontade de se machucar de propósito. Outros 42,9% relataram sentir-se “irritados, nervosos ou mal-humorados por qualquer motivo” e 18,5% pensam quase sempre que “a vida não vale a pena ser vivida”. Em todos esses indicadores, as meninas apresentam percentuais mais elevados do que os meninos.
Diferenças entre meninas e meninos
Sentimento de tristeza: 41% das meninas e 16,7% dos meninos.
Vontade de autoagressão: 43,4% das meninas e 20,5% dos meninos.
Irritabilidade: 58,1% das meninas e 27,6% dos meninos.
Percepção de que a vida não tem sentido: 25% das meninas e 12% dos meninos.
Sensação de que os pais não compreendem suas preocupações: 39,7% das meninas e 33,5% dos meninos.
Convicção de que ninguém se importa com elas: 33% das meninas e 19% dos meninos.
Lesões autoprovocadas
O IBGE também estima que cerca de 100 mil estudantes sofreram lesões voluntárias nos 12 meses anteriores à pesquisa, correspondendo a 4,7% de todos os alunos que relataram algum acidente ou ferimento nesse período. Nesse grupo, os níveis de sofrimento emocional são ainda mais elevados:
Imagem: Imagem ilustrativa
Tristeza constante: 73%.
Irritabilidade ou nervosismo frequente: 67,6%.
Ausência de sentido na vida: 62%.
Relato de bullying: 69,2%.
Entre os estudantes que sofreram ferimentos, 6,8% das meninas se machucaram de propósito, ante 3% dos meninos.
Com informações de 24horasmt

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