Dois jovens foram libertados na madrugada deste domingo (19) em Aripuanã (MT) após serem mantidos em cárcere privado e submetidos a tortura dentro de uma casa noturna.
Segundo a Polícia Militar, o pedido de socorro partiu de um homem que informou ter recebido notícias de que sua irmã estava sendo punida por membros de uma facção criminosa no estabelecimento conhecido como “Dolce Vita”, localizado no distrito de Conselvan, a cerca de 976 km da capital Cuiabá.
Quando a equipe chegou ao local, um homem saiu pela porta principal e, ao perceber a viatura, fugiu pelos fundos, desaparecendo em seguida. Os policiais realizaram buscas, mas não conseguiram localizá-lo.
No interior da boate, os agentes encontraram uma mulher de 24 anos sentada em uma cama, com os punhos amarrados e sinais de lesões, entre elas uma unha arrancada. Um homem de 28 anos também estava detido no mesmo quarto, exibindo marcas semelhantes de violência.
Em depoimento, a mulher relatou que a ação teve início após um desentendimento envolvendo o companheiro de uma funcionária da casa noturna. Durante a confusão, ela contou que uma trabalhadora acionou um indivíduo conhecido como “disciplina”, supostamente ligado ao Comando Vermelho.
De acordo com o relato da vítima, o suspeito chegou ao local e passou a agredir as pessoas envolvidas. Em seguida, ela e o homem foram conduzidos a um cômodo nos fundos, onde tiveram braços e pernas amarrados e sofreram ameaças de morte. Ainda conforme o depoimento, de cinco a sete pessoas participaram das agressões.
Imagem: PMMT
Os suspeitos abandonaram o imóvel ao perceberem a chegada dos policiais, levando o celular de uma das vítimas. Apesar das buscas na região, nenhum envolvido foi preso até o momento.
O caso segue em apuração na Delegacia de Polícia Civil de Aripuanã, sob a suspeita dos crimes de ameaça, tortura e cárcere privado.
Com informações de Muvucapopular


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