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Max Russi critica tentativa de interferência de prefeito de Cuiabá na eleição da Câmara Municipal

Transmissão: Max

Presidente da Assembleia contesta envolvimento do Executivo no Legislativo

O deputado estadual Max Russi (Podemos), que preside a Assembleia Legislativa de Mato Grosso, manifestou nesta semana preocupação com a possível interferência do prefeito de Cuiabá, Abilio Brunini (PL), no processo de escolha da nova Mesa Diretora da Câmara Municipal da capital. Em entrevista, o parlamentar classificou como “prejudicial” qualquer ação que comprometa a autonomia dos vereadores na definição de seus representantes.

Russi avaliou que a atuação do Executivo em um tema de competência exclusiva do Legislativo fere o princípio da independência entre os poderes. “Não, acho que a interferência é ruim”, declarou o deputado ao ser questionado sobre as tentativas de articulação política para a recondução da vereadora Paula Calil (PL) à presidência da Câmara de Cuiabá.

Apesar de manter relação próxima com parte da base governista municipal, Max Russi afirmou não estar diretamente envolvido nas negociações que ocorrem nos bastidores da Casa. Entre os nomes cotados para disputar a presidência está Ilde Taques (Podemos), vereador e indicado por Russi como seu afilhado político. Mesmo assim, o deputado reforçou que qualquer definição sobre a liderança da Câmara deve partir exclusivamente dos parlamentares locais.

“Acredito que quem deve conduzir esse processo são os próprios vereadores, sem ingerência de outros poderes”, acrescentou. Para o presidente da Assembleia, a interferência externa não só desequilibra o jogo político, como ameaça a legitimidade das decisões tomadas internamente.

Imagem: Imagem ilustrativa

Sobre a estratégia do prefeito Abilio Brunini, que segundo relatos busca convencer parlamentares a apoiar a reeleição de Paula Calil, Russi admitiu tratar-se de prática comum em política, mas apontou baixa probabilidade de êxito. “Ele tem suas armas de convencimento, mas, particularmente, acho bastante difícil que consiga unanimidade ou maioria consolidada.”

O parlamentar finalizou ressaltando que acompanhará o desenrolar das conversas, mas mantém a posição de que a disputa deve ocorrer livre de pressões externas.

Com informações de Muvucapopular