O governador de Mato Grosso, Otaviano Pivetta (Republicanos), afirmou nesta quarta-feira (data) em Sinop que sente “saudades” da gestão do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). O comentário foi feito durante a cerimônia de abertura da Norte Show, evento que reúne lideranças do agronegócio do Nortão e do Médio Norte do estado, além de autoridades políticas e empresariais.
Em entrevista concedida logo após o discurso, Pivetta explicou que sua declaração fazia referência à atuação do ex-ministro da Fazenda Paulo Guedes, destacando a ênfase na responsabilidade fiscal e no compromisso social daquele governo. “Um governo sem responsabilidade fiscal não pode alegar preocupação social”, afirmou. O governador ressaltou ainda o papel do Banco Central, que hoje cobra juros de 15% ao ano, e questionou a viabilidade de novos investimentos neste cenário. “Qual pequeno empreendedor consegue prosperar? O governo torna-se o maior concorrente de todos, dos negócios pequenos aos grandes”, declarou.
Ele acrescentou que a situação do país poderia estar mais grave se dependesse exclusivamente das ações federais, mas que o Brasil mantém sua economia em razão dos recursos naturais e da criatividade do povo. “As pessoas conseguem produzir para a subsistência e colocar alimentos no mercado a baixo custo”, comentou, classificando sua posição como uma crítica ao governo atual, que, segundo ele, “infelizmente desonra o país”.
Pivetta, que é pré-candidato ao governo estadual e apoiou Jair Bolsonaro nas eleições de 2018 e 2022, esteve em Sinop acompanhado pelo senador Flavio Bolsonaro (PL). O presidenciável participou da visita à Norte Show e manteve encontros com parlamentares, prefeitos, dirigentes de entidades setoriais e empresários locais.
Imagem: Imagem ilustrativa
Durante o mesmo evento, o governador de Mato Grosso voltou a defender a necessidade de revisão de pontos da reforma tributária em discussão no Congresso Nacional. Ele alertou que o modelo atual, baseado na arrecadação no consumo, tende a prejudicar estados com baixa densidade demográfica, como Mato Grosso, Mato Grosso do Sul e Acre, em contraste com unidades da federação mais populosas. Pivetta projetou impactos negativos a partir de 2031 e 2032 e destacou a importância de o próximo presidente reavaliar o texto para “acertar o que for necessário”.
Com informações de Sonoticias

Leave a Reply