Nos próximos dias, a equipe Young Inventors, formada por alunas do Sesi Escola de Várzea Grande, embarca para disputar o FIRST Championship em Houston, nos Estados Unidos, entre 29 de abril e 2 de maio. O grupo, composto por seis jovens, enfrentará equipes de diversas partes do mundo em uma das principais competições de robótica escolar.
Preparação intensa e trajetória do projeto
O projeto da Young Inventors teve início em 2022 e ganhou ritmo com treinos diários de segunda a sábado. Segundo a líder da equipe, Gisele Moraes, de 14 anos, o trabalho envolveu aperfeiçoamentos constantes no robô de Lego, programado para realizar tarefas em até dois minutos e meio. “Estamos confiantes com o nosso trabalho. Representar Mato Grosso e o Brasil será uma experiência inesquecível”, afirma.
A programação, responsável pela operação precisa do robô, ficou sob a coordenação de Carolina de Freitas, de 15 anos. Ela destaca que as simulações envolveram ajustes finos para reduzir falhas operacionais e aumentar a repetibilidade das missões. “Melhoramos a precisão para evitar variações na execução. Os treinos estão sendo bastante produtivos”, explica a jovem programadora.
Compromisso com valores além da técnica
Além do desempenho técnico, a First Lego League Challenge avalia aspectos como cooperação, generosidade e aprendizado coletivo. O técnico Robson Correa ressalta que o espírito da modalidade mantém um clima leve, mesmo diante da intensificação dos ensaios. “O foco é preparar as alunas para os desafios e, ao mesmo tempo, estimular o trabalho em equipe e a troca de conhecimentos”, afirma.
A Young Inventors reúne ainda as estudantes Maria Fernanda, Alice Calita, Gabrielle Cristina e Maísa Almeida. A vaga para o mundial foi conquistada em março, quando garantiram o segundo lugar no Champion’s Award durante o Festival Nacional Sesi de Robótica, prêmio que reconhece excelência técnica e inovação.
Imagem: Imagem ilustrativa
Experiência cultural e representatividade
O FIRST Championship reunirá milhares de estudantes em uma celebração global da criatividade e da inovação. Para as jovens de Várzea Grande, a competição também representa uma imersão cultural e educacional, abrindo espaço para novas parcerias e aprendizagens. Ao representar Mato Grosso e o Brasil, elas reforçam a crescente participação feminina nos setores de tecnologia e ciência, inspirando outras estudantes a ingressarem no universo da robótica.
Com o apoio da escola e de patrocinadores locais, as alunas viajam motivadas a elevar o nome do estado no cenário internacional e a vivenciar uma das principais experiências de suas carreiras acadêmicas.
Com informações de Cenariomt


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