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25/04/2025 – Vitor Kley diz que pai não chegou a ouvir música escrita para ele

Data do jogo: 25/04/2025 | Transmissão: Band O cantor Vitor Kley, de 31 anos, lançou um EP intitulado O Que Sobrou das Pequenas Grandes Coisas na…

Data do jogo: 25/04/2025 | Transmissão: Band

O cantor Vitor Kley, de 31 anos, lançou um EP intitulado O Que Sobrou das Pequenas Grandes Coisas na última sexta-feira, cerca de um ano após o falecimento do pai. Entre as cinco faixas inéditas que compõem o trabalho está “Vai Por Mim”, canção escrita em homenagem ao ex-tenista Ivan Kley, mas que não chegou a ser ouvida por ele.

O álbum original, As Pequenas Grandes Coisas, foi publicado no ano anterior e contou com uma seleção de 11 músicas escolhidas entre 31 composições. “Vai Por Mim” fez parte da lista definitiva, mas o artista lamenta que o pai não tenha tido a chance de conhecê-la antes de seu quadro de saúde se agravar.

“Eu escrevi e ele não conseguiu ouvir. Não deu tempo de ele ouvir, porque ele estava passando por um momento difícil ali, mentalmente, com a doença e tudo mais. Eu queria deixar tudo prontinho, bem bonito pra ele ver, mas não deu tempo”, disse o cantor.

Para Kley, no entanto, fica a convicção de que, de outra dimensão, o pai pôde escutar a homenagem e celebra o resultado. Durante o processo de gravação do álbum, ele compartilhava as faixas com os pais para saber a opinião deles. “Ele estava muito feliz com tudo que a gente vinha conquistando. Acho que era o único assunto que ele mais gostava de conversar na época, no final da vida dele”, recordou.

Processo de seleção e escolhas do EP

Das 20 músicas que não foram incluídas no álbum original, o artista resgatou cinco para o novo EP: “Abalo Psicológico”, que abre o trabalho com sonoridade suave; “O Vento”, de tom mais intenso e reflexões sobre resiliência; “Da Minha Natureza”, com clima introspectivo; “Desacostumei”, que aborda perdas em um relacionamento passado; e “Vivão e Vivendo”, faixa de encerramento que projeta otimismo.

Imagem: Murilo Amancio

Sobre “Desacostumei”, Kley explica que a letra não remete ao luto pelo pai, mas sim a uma experiência afetiva de anos atrás. Ele também comentou que amigos que ouviram o EP perceberam afinidade com sua atual fase de vida, mais madura após ter ultrapassado os 30 anos.

O cantor evitou tratar a perda do pai como um tabu e destacou que vê a transição como parte natural da existência. “Eu já vejo que a passagem do meu pai para o outro plano é uma coisa que foi como tinha que ser. Que bom que ele foi em paz também. E eu vejo que hoje ele está muito perto de mim. Eu sinto ele, sempre converso com ele, sempre sinto ele”, afirmou.

Com informações de Fatosdenobres

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