A Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT) aprovou, em sessão da Comissão de Saúde, a convocação do secretário estadual de Saúde, Juliano Melo, para prestar esclarecimentos sobre a redução drástica das equipes do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu). O pedido decorre de denúncias de paralisação de ambulâncias e desativação de bases, situação que coloca em risco o atendimento pré-hospitalar em todo o estado.
Dados da crise
Relatórios apresentados pelos parlamentares apontam que o Samu opera com menos da metade da capacidade prevista. Em Várzea Grande, por exemplo, quatro bases deveriam atender a população, mas apenas uma delas segue em funcionamento. Em Cuiabá e em outras regiões, moradores relatam espera prolongada em casos de trauma e infarto, quando cada minuto é determinante para a sobrevida das vítimas.
- Déficit de profissionais: 56 servidores contratados (entre enfermeiros, técnicos e condutores) foram exonerados recentemente;
- Ambulâncias fora de serviço: das 12 unidades previstas para circular no estado, apenas cinco estão em operação;
- Maior tempo de resposta: usuários relatam demora superior ao recomendado em atendimentos de urgência;
- Equipamentos parados: motolâncias e unidades de suporte avançado estão ociosas por falta de equipes qualificadas.
Convocação do secretário
Com base nas denúncias, a ALMT marcou a oitiva de Juliano Melo para o dia 22, às 8h, no Plenário das Comissões. Na audiência, o secretário deverá detalhar o plano de reorganização do Samu, apresentar justificativas técnicas para as demissões em massa e expor cronograma de recomposição dos quadros.
Parlamentares defendem que a contratação imediata de profissionais aprovados em concurso público seja priorizada, evitando a instabilidade gerada pelos contratos temporários, que podem ser rescindidos a qualquer momento e agravar ainda mais a deficiência do serviço.
Impacto na segurança da população
Especialistas em medicina de urgência enfatizam que o atendimento pré-hospitalar é o “coração” da rede de urgência e emergência. Sem o suporte do Samu em plena capacidade, hospitais e unidades de pronto-atendimento ficam sobrecarregados, elevando o risco de sequelas graves ou de óbitos em vítimas de acidentes e doenças cardiovasculares.
Imagem: Imagem ilustrativa
O presidente da ALMT informou que as denúncias serão encaminhadas à Casa Civil e que o Legislativo exigirá um cronograma claro para a recomposição das equipes. A expectativa é de que a audiência com o secretário traga respostas concretas e viabilize, em curto prazo, a normalização do serviço de socorro móvel em Mato Grosso.
Com informações de Cenariomt



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