Prejuízo de R$ 8,5 bilhões em 2025
O presidente dos Correios, Emmanuel Rondon, informou nesta quinta-feira (23) que a estatal postal fechou o ano de 2025 com um déficit de R$ 8,5 bilhões. O valor representa um salto de mais de três vezes em relação ao resultado negativo de 2024, quando as perdas foram de R$ 2,6 bilhões.
Adesão ao PDV fica abaixo do planejado
Além do rombo financeiro, o executivo destacou que o programa de desligamento voluntário (PDV) lançado pela empresa não alcançou o volume de participantes projetado. Segundo Rondon, a procura pelo PDV ficou aquém das expectativas, o que comprometeu a meta de redução de custos com pessoal.
Desafios para o reequilíbrio
Em decorrência desses resultados, os Correios precisam definir um conjunto de ações para retomar a sustentabilidade econômica. Entre as alternativas em análise estão a revisão de contratos, o aprimoramento de processos logísticos e o fortalecimento de parcerias com o setor privado.
Rondon afirmou que as negociações com o governo federal e com entidades representativas dos funcionários continuam em pauta, com o objetivo de encontrar soluções que agilizem o ajuste das contas. Ele também ressaltou a importância de modernizar a estrutura operacional da estatal para elevar a eficiência e a competitividade.
Embora sem detalhar prazos ou valores específicos para as novas medidas, o presidente reforçou que a sustentabilidade financeira dos Correios depende de um equilíbrio entre redução de despesas e ampliação de receitas. Para isso, a estatal estuda expandir serviços de logística integrada e explorar canais digitais de atendimento.
Imagem: Imagem ilustrativa
O desafio imediato será superar o déficit acumulado e garantir a continuidade dos serviços postais em todo o país, mantendo a capilaridade da rede e o compromisso com a universalização do serviço.
Com informações de Powermix





