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Debate sobre inclusão destaca suporte pedagógico e potencialidades de alunos com deficiência

Debate sobre inclusão destaca suporte pedagógico e potencialidades de alunos com deficiência Na quinta-feira (16), o Tribunal de Justiça de Mato…

Debate sobre inclusão destaca suporte pedagógico e potencialidades de alunos com deficiência

Na quinta-feira (16), o Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT) promoveu, na Igreja Lagoinha, o encontro “TJMT Inclusivo: Autismo e Direitos das Pessoas com Deficiência”, reunindo mais de 2,1 mil participantes entre coordenadores escolares, professores e cuidadores. A iniciativa, organizada pela vice-presidente do TJMT e presidente da Comissão de Acessibilidade e Inclusão, desembargadora Nilza Maria Pôssas de Carvalho, reforçou o compromisso do Judiciário estadual com a promoção de direitos e práticas inclusivas.

O professor Agnaldo Fernandes, com 24 anos de experiência na rede pública de Cuiabá e Várzea Grande, ressaltou que a inclusão escolar vai além das adaptações técnicas. Segundo ele, é fundamental cultivar um ambiente baseado na empatia, na escuta ativa e na compreensão das diferenças individuais.

Fernandes destacou ainda a importância de envolver toda a comunidade escolar, para que os estudantes aprendam a respeitar e valorizar colegas com diferentes necessidades. “É preciso preparo, sensibilidade e tempo para construir essa convivência plena”, afirmou o docente, que atua como professor de Artes.

Em sua fala, o educador explicou que, quando recebem estímulos adequados, muitos alunos atípicos demonstram habilidades expressivas notáveis. Ele mencionou, por exemplo, estudantes com autismo que apresentam talento em pintura, dramatização e outras vertentes artísticas.

No entanto, o professor apontou que o calendário escolar e o ritmo das turmas limitam o aprofundamento desse trabalho especializado. “O desafio é conciliar a atenção individualizada com as exigências de atendimento de várias turmas ao longo do dia”, observou.

Apesar dos obstáculos, Fernandes enfatizou o empenho dos docentes em oferecer a melhor aprendizagem possível. Ele defendeu a criação de espaços e apoios estruturados para garantir acompanhamento mais dedicado a quem precisa.

Imagem: Imagem ilustrativa

Segundo o professor, ampliar o suporte pedagógico pode impulsionar o desenvolvimento desses alunos e contribuir para que, futuramente, eles ingressem no mercado de trabalho de maneira mais efetiva.

O projeto TJMT Inclusivo atende à Resolução nº 401/2021 do Conselho Nacional de Justiça, que estabelece diretrizes de acessibilidade e inclusão no Judiciário, e à Lei nº 12.764/2012 (Lei Berenice Piana), que institui a Política Nacional de Proteção dos Direitos das Pessoas com Transtorno do Espectro Autista.

O evento reafirmou a atuação do Tribunal de Justiça de Mato Grosso em promover a diversidade e a inclusão, evidenciando a necessidade de investimentos contínuos em capacitação e infraestrutura pedagógica.

Com informações de Passandoalimpomt

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