Na manhã de quarta-feira (23), a Polícia Militar prendeu em flagrante um homem identificado como Jardel no bairro União, em Sorriso. De acordo com os agentes, o suspeito utilizava uma faca para ameaçar a ex-companheira, contra quem já havia medida protetiva vigente.
Ao chegar ao local, a equipe encontrou a vítima com lesões no olho e no pescoço, resultado de agressões ocorridas momentos antes da intervenção policial. A mulher foi encaminhada para receber atendimento médico e já prestou depoimento sobre o ocorrido.
Histórico de monitoramento e fugas
Conforme relatado pelo sargento Almeida, Jardel é figura conhecida pelo setor de segurança pública, tendo sido registrado em várias ocorrências de violência doméstica e envolvimento com entorpecentes. Em tentativas anteriores de prisão, o suspeito fugiu dos policiais ao se esconder em uma área de brejo nos fundos da residência onde morava.
Na ação desta quarta, os militares agiram rapidamente e interceptaram Jardel ainda em via pública, nas proximidades do imóvel onde ocorria a ameaça. O homem usava tornozeleira eletrônica para monitoramento e, segundo levantamento policial, responde a pelo menos duas medidas protetivas expedidas em favor de ex-companheiras diferentes.
Envolvimento com facções e comportamento instável
As investigações apontam que o suspeito já sofreu retaliação dentro de uma facção criminosa, após se recusar a obedecer a ordens do grupo. Durante a detenção, Jardel apresentou comportamento alterado, chegando a afirmar aos PMs que teria recebido uma “revelação” sobre seu futuro de um pastor.
Imagem: Imagem ilustrativa
Procedimentos legais
Após a prisão, o homem foi conduzido à Delegacia de Polícia Judiciária Civil, onde foi autuado pelos crimes de lesão corporal, ameaça e descumprimento de medida protetiva de urgência. Devido à reincidência e ao risco à integridade física da vítima, o flagrante poderá ser convertido em prisão preventiva.
Autoridades reforçam a necessidade de denunciar casos de violência doméstica e destacam que o uso da tornozeleira eletrônica, sozinho, pode não ser suficiente para garantir a segurança das mulheres protegidas por ordens judiciais.
Com informações de Cenariomt





