Notícias hoje

Justiça e escola promovem Semana Restaurativa com foco na prevenção em Primavera do Leste

Entre 27 de abril e 6 de maio, o Centro Judiciário de Solução de Conflitos e Cidadania (Cejusc) da Comarca de Primavera do Leste, em parceria com a…

Entre 27 de abril e 6 de maio, o Centro Judiciário de Solução de Conflitos e Cidadania (Cejusc) da Comarca de Primavera do Leste, em parceria com a Escola Estadual Cívico-Militar Sebastião Patrício, realizou a “Semana Restaurativa”. A iniciativa envolveu estudantes do 6º ao 9º ano, educadores e facilitadores em práticas de escuta, diálogo e cuidado.

Durante o período, foram conduzidos 53 Círculos de Construção de Paz, atingindo 26 turmas e cerca de 750 alunos. Participaram 36 facilitadores, que trabalharam em torno do tema da campanha Maio Laranja. As atividades abordaram, de forma sensível e pedagógica, a prevenção ao abuso e à exploração sexual de crianças e adolescentes, o respeito ao próprio corpo, o autocuidado e o fortalecimento de vínculos.

Para a juíza-coordenadora do Cejusc de Primavera do Leste, Patrícia Cristiane Moreira, o projeto amplia o papel do Judiciário na comunidade escolar. “A Justiça Restaurativa, por meio dos Círculos de Paz, reafirma nosso compromisso com a proteção integral de crianças e adolescentes. É uma forma de levar a presença institucional para além dos fóruns, com caráter pedagógico e preventivo. A prevenção é o caminho mais eficaz para a garantia de direitos”, afirmou.

A gestora do Cejusc e instrutora em Justiça Restaurativa, Marina Borges, destacou como comportamentos tidos como indisciplina podem revelar sofrimentos não elaborados. Ela recorda o caso de uma aluna de 15 anos que passou por queda de rendimento e conflitos em sala. Durante um dos Círculos, a estudante revelou sentir-se culpada pela morte acidental de uma criança de dois anos da família, ocorrida em uma confraternização doméstica.

“Identificamos a necessidade de um segundo Círculo, envolvendo a adolescente e os familiares, não para apurar responsabilidades, mas para ouvir a dor dela e afirmar que o acidente não foi culpa sua”, explicou Marina. Após esse momento de escuta e reconhecimento mútuo, a jovem conseguiu elaborar o luto, recuperar o engajamento nas atividades escolares e retomar o rendimento anterior.

Imagem: Cejusc de Primavera do Leste

Para a diretora da Escola Sebastião Patrício, Liliane Ferrari, a conjugação de disciplina e práticas restaurativas tem gerado impactos positivos. “Mantemos a organização sem perder a humanidade. Os Círculos de Paz criam espaço seguro de expressão, sem julgamento. Em vez de punir, buscamos compreender as causas dos conflitos, o que reduz tensões e fortalece vínculos”, declarou.

A experiência de Primavera do Leste mostra que escolas cívico-militares podem conciliar rotina estruturada com métodos de escuta e cuidado, promovendo um ambiente escolar mais saudável e acolhedor.

Com informações de Passandoalimpomt

📢 Entre agora no nosso grupo e receba as notícias em primeira mão!

Entrar no grupo do WhatsApp