Em sessão especial realizada em 16 de abril, o Senado Federal exaltou o legado do humorista Chico Anysio (1931-2012), destacado como “intérprete do Brasil” e pioneiro no combate ao preconceito contra pessoas com transtornos mentais. O evento, proposto pelo senador Eduardo Girão (NOVO-CE), reuniu parlamentares, familiares e representantes de instituições ligadas à saúde mental.
Quem: O senador Eduardo Girão presidiu a cerimônia e lembrou a trajetória de mais de seis décadas de Chico na televisão e no rádio. Ao longo da carreira, o humorista criou 208 personagens, cada um deles marcado pela crítica social e pela observação apurada do cotidiano brasileiro.
O que: Durante a sessão, Girão ressaltou a inteligência e a sensibilidade de Anysio, afirmando que ele ajudou a definir o humor na TV nacional. O senador Nelsinho Trad (PSD-MS) enviou mensagem destacando o poder das criações de Chico em fazer o país se reconhecer na tela, ao captar gestos, falas e manias dos brasileiros.
Quando e onde: A homenagem ocorreu no plenário do Senado, em Brasília, na quinta-feira, 16 de abril. A data coincide com o Dia Nacional de Enfrentamento à Psicofobia, instituído para combater o estigma contra doenças mentais.
Como: Além das falas de parlamentares, a viúva de Chico, Malga de Paula, enfatizou a atuação do humorista em campanhas contra o tabagismo e na conscientização sobre depressão. Zélia Cardoso de Mello, ex-ministra da Fazenda e ex-esposa de Chico, participou por videoconferência, definindo-o como um “receptor da humanidade” que dava voz aos marginalizados e aos poderosos.
Por que: O evento reforçou a importância de Anysio não só como artista, mas também como agente de transformação social. Antônio Geraldo da Silva, presidente da Associação Brasileira de Psiquiatria, exibiu trechos da última entrevista do humorista sobre o impacto do tratamento da depressão em sua vida e criticou a falta de acesso a medicamentos psiquiátricos na rede pública.
Imagem: Imagem ilustrativa
O conselheiro federal de medicina Francisco Cardoso apontou a psicofobia como um preconceito invisível que impede pacientes de buscar ajuda. Ele defendeu a liberdade de expressão no humor como ferramenta essencial para expor verdades incômodas.
Amigos e colaboradores de Chico também prestaram depoimentos. A mentora Fernanda Bernstein e o jornalista Ricardo Feltrin destacaram sua coragem em enfrentar a depressão e manter a criatividade. Representantes da B’nai B’rith, o ator Nelson Freitas e o humorista Márvio Lúcio enalteceram a visão crítica do cotidiano presente na obra do homenageado.
Com a sessão, o Senado reafirmou o papel de Chico Anysio como um dos maiores vultos da cultura nacional e como voz ativa na luta contra o preconceito às doenças mentais.
Com informações de 24horasmt





