Na manhã de quinta-feira (23), a Polícia Civil de Mato Grosso lançou a Operação Falso Locador com o objetivo de desarticular um esquema de aluguel fraudulento em Lucas do Rio Verde. A ação levou ao cumprimento de três mandados de busca e apreensão, à quebra de sigilos telefônico e telemático, e ao sequestro de valores vinculados ao suposto crime. Todas as ordens judiciais foram emitidas pelo Núcleo 4.0 do Juiz das Garantias – Polo de Sinop, com base em investigação da delegacia municipal.
Segundo a apuração policial, a responsável pelo golpe anunciava imóveis inexistentes em plataformas digitais e grupos de compra e venda online, utilizando aplicativos de mensagem para negociar diretamente com as vítimas. Para reforçar a credibilidade, ela alegava estar fora da cidade e autorizava visitas ao imóvel por meio de terceiros, criando a impressão de que a locação era real. Após ganhar a confiança, a investigada solicitava caução antecipada. Em um caso documentado, uma vítima transferiu R$ 3 000 pelo Pix e, em seguida, mais R$ 4 000 sob a alegação de custos extras e adiantamento de aluguel.
Após receber os valores, a suspeita interrompia a comunicação, e constava que o imóvel anunciado não estava disponível, comprovando a fraude. As investigações apontaram também o uso de uma infraestrutura digital montada para dificultar rastreamento: contas bancárias recém-criadas, linhas telefônicas registradas em nome de terceiros e aparelhos descartáveis. Esse arranjo permitia ocultar a real titularidade das transações e retardar as diligências policiais.
Em entrevista, o delegado Breno Houly Palmeira ressaltou a importância das medidas judiciais para avançar nas apurações. “Essas ações são essenciais para identificar eventuais coautores, recuperar ativos provenientes do crime e oferecer respostas às vítimas”, afirmou. Segundo ele, a investigação prossegue com análise de dados financeiros e busca de outros envolvidos no esquema, além do mapeamento de possíveis prejudicados.
Imagem: Imagem ilustrativa
A Polícia Civil orienta quem tenha sido alvo do golpe a registrar boletim de ocorrência e fornecer evidências como comprovantes de transferência, conversas por mensagem e anúncios visualizados. As diligências continuam em curso, com foco em ampliar o número de vítimas identificadas e garantir a responsabilização dos responsáveis pela fraude.
Com informações de Cenariomt