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Descarte irregular de preservativos em vasos sanitários causa entupimentos em estação de tratamento

Entupimentos frequentes em estação de esgoto

O descarte de preservativos por vasos sanitários tem provocado paralisações na Estação de Tratamento de Esgoto (ETE) São João de Deus, em Divinópolis (MG). Nos últimos 30 dias, a operação registrou cinco interrupções devido ao acúmulo de camisinhas nas bombas de recalque, responsáveis por impulsionar o fluxo de esgoto para as unidades de tratamento.

Impacto operacional e volume de esgoto

Cada bomba afeta o transporte de cerca de 400 mil litros de esgoto por dia. Quando há bloqueio, a estação precisa interromper totalmente o sistema para remover manualmente os detritos e realizar procedimentos de limpeza e lubrificação. Segundo a Copasa, concessionária responsável pelo serviço, o tempo médio de parada chega a três horas por ocorrência, o que causa atraso na coleta e tratamento do esgoto residencial.

Consequências da prática inadequada

Os operadores descrevem o cenário como “perturbador”. Em vídeo gravado durante uma das manutenções, técnicos mostraram a tubulação interna tomada por preservativos, papel higiênico e pequenos objetos que não se decompõem facilmente. A presença constante de resíduos sólidos compromete bombas, válvulas e reduz a vida útil dos equipamentos, além de aumentar os custos de manutenção.

Orientações para descarte correto

Embora o uso de preservativos seja essencial para a prevenção de infecções sexualmente transmissíveis e gravidez indesejada, a forma de descarte não pode ser negligenciada. A Copasa recomenda que os usuários envolvam o preservativo em papel ou lenço descartável e o depositem em lixeira comum, evitando o envio de resíduos sólidos ao sistema de esgoto.

Imagem: Reprodução/ThamesWater

Prevenção de novos entupimentos

A concessionária reforça a necessidade de conscientização. Material educativo está sendo distribuído em ações de rua e nos pontos de atendimento, para orientar a população sobre as consequências ambientais e operacionais do descarte inadequado. Com isso, espera-se reduzir em até 80% os casos de obstrução nas bombas da ETE São João de Deus.

Com informações de Powermix