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Várzea Grande intensifica capacitação de agentes comunitários no combate à hanseníase

Capacitação reúne mais de 80 profissionais

Os agentes comunitários de saúde de Várzea Grande participaram, nesta semana, de um treinamento de dois dias na Assembleia Legislativa de Mato Grosso. A ação faz parte de um projeto piloto da Frente Parlamentar de Enfrentamento à Hanseníase, presidida pelo deputado estadual Dr. João (MDB), que visa estender as atividades para os 142 municípios do estado.

Durante o encontro, os participantes receberam orientações sobre identificação precoce da doença, ampliação da busca ativa de casos e estratégias para reduzir a transmissão na comunidade. Para o deputado Dr. João, “este é o pontapé inicial para capacitar todos os profissionais de saúde. Vamos percorrer os municípios, qualificar as equipes, intensificar a busca ativa, realizar diagnósticos e garantir o tratamento, com o objetivo de tirar Mato Grosso dessa triste liderança em casos de hanseníase”.

A agente comunitária Mariazinha da Silva, que atua na unidade de saúde do bairro Vila Arthur, destacou o impacto da capacitação na rotina de trabalho: “O treinamento é essencial para quem está na ponta, em contato direto com a população. Ele amplia o conhecimento, melhora a identificação precoce dos casos, qualifica a orientação aos pacientes e ajuda a reduzir o preconceito que ainda existe sobre a doença”. Segundo ela, momentos como esse também fortalecem o trabalho em equipe e ampliam a capacidade de acolhimento e acompanhamento dos pacientes.

A enfermeira técnica Adriana Matos, responsável pela linha de cuidado em hanseníase no município, reforçou a relevância dos agentes: “Essa capacitação é um divisor de águas. O agente está dentro das casas, conhece o território e a rotina das famílias. Ao identificar uma mancha suspeita ou perda de sensibilidade, ganhamos tempo precioso. O diagnóstico precoce não é apenas sobre curar, mas sobre evitar sequelas irreversíveis e interromper a cadeia de transmissão”.

Para a coordenadora da Vigilância Epidemiológica da Secretaria de Estado de Saúde (SES), Janaína Pauli, o enfrentamento da hanseníase depende da integração entre instituições e do vínculo com a população. “Mato Grosso é considerado endêmico porque realiza busca ativa dos casos. Além do estigma, um dos grandes desafios é o abandono do tratamento. Por isso, é fundamental que os agentes de saúde sejam essa ponte, sensibilizando pacientes que muitas vezes permanecem em casa por vergonha de procurar atendimento”, exemplificou.

Imagem: Imagem ilustrativa

Tratamento gratuito pelo SUS

A hanseníase é uma doença com tratamento gratuito e cura garantida pelo Sistema Único de Saúde (SUS). A qualificação dos agentes comunitários reforça a importância do diagnóstico precoce e do acompanhamento adequado, etapas fundamentais para interromper a cadeia de transmissão e assegurar melhor qualidade de vida aos pacientes.

Com informações de Cenariomt