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Assembleia Legislativa de MT pede revisão de desligamentos e desativação de unidades do Samu

Em reunião realizada na quarta-feira (22), a Comissão de Saúde da Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT) solicitou ao Governo do Estado a…

Em reunião realizada na quarta-feira (22), a Comissão de Saúde da Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT) solicitou ao Governo do Estado a revisão das demissões de servidores e da desativação de unidades do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu), mudanças que têm prejudicado o atendimento na região da Baixada Cuiabana.

O encontro foi presidido pelo deputado Dr. Eugênio (Republicanos) e contou com a presença de representantes da Secretaria de Estado de Saúde (SES), profissionais do Samu, integrantes do Corpo de Bombeiros Militar e outras partes interessadas. O objetivo central foi debater as consequências da implantação do novo Sistema Estadual de Atendimento Pré-hospitalar e colher as demandas da categoria.

Conforme relato dos servidores, entre outubro de 2025 e março de 2026 foram desativadas cinco bases do Samu na Baixada Cuiabana, além do desligamento de 56 profissionais do quadro operacional. Essas medidas, segundo a categoria, comprometem a capacidade de resposta e a cobertura do serviço.

A enfermeira Patrícia Ferreira, do Samu, destacou os impactos práticos das mudanças. “Em razão dos desligamentos, não conseguimos manter o funcionamento ininterrupto de todas as ambulâncias, sejam de suporte básico, avançado ou motolâncias”, afirmou.

Profissionais do Samu afirmam que o enfraquecimento das operações do serviço ocorre em paralelo ao fortalecimento do Corpo de Bombeiros em atendimentos de urgência. Para eles, as duas instituições devem atuar de forma complementar, garantindo atendimento efetivo à população.

“Nós queremos mais ambulâncias do Bombeiro, mas também queremos garantir 100% do funcionamento das equipes do Samu”, acrescentou Patrícia Ferreira.

Durante a sessão, o Governo do Estado apresentou o novo modelo de atendimento pré-hospitalar, que integra as ações do Samu e do Corpo de Bombeiros em um sistema único de regulação médica da SES. O secretário de Estado de Saúde, Juliano Silva Melo, ressaltou que a iniciativa já elevou o número de equipes ativas de 64, em 2025, para 89, em 2026, além de reduzir o tempo de resposta.

Imagem: Ap

“Queremos ampliar a cobertura, integrar o atendimento, reduzir o tempo de resposta, qualificar a assistência, otimizar recursos e salvar vidas”, declarou o secretário, reiterando que não há intenção de encerrar as atividades do Samu no estado.

O presidente da Comissão de Saúde, Dr. Eugênio, enfatizou a necessidade de conduzir qualquer mudança com diálogo e sem prejuízo à qualidade do serviço. “A Comissão está atenta a esse processo. Defendemos a integração dos serviços, mas é fundamental assegurar que não haja prejuízo ao funcionamento do Samu e ao atendimento prestado à população”, destacou.

Como encaminhamento, a ALMT solicitou formalmente a revisão dos desligamentos dos 56 servidores e da desativação das cinco bases do Samu. Além disso, ficou agendada nova reunião para a próxima semana, com a participação de representantes do Ministério da Saúde, a fim de ampliar o debate sobre o tema.

Com informações de Fatosdenobres

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