O Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT) confirmou a sentença de 24 anos de prisão contra o comerciante Willian Cesar Gomes Pereira, acusado de ordenar e participar do assassinato da própria esposa, Silvia Letícia Reis Pereira, em abril de 2009, no bairro Alvorada, em Peixoto de Azevedo.
Em sessão unânime da Segunda Câmara Criminal, os desembargadores rejeitaram novo recurso apresentado pela defesa de Willian, que contestava a condenação original de 27 anos, reduzida para 24 após revisão técnica. O objetivo do crime, segundo a denúncia, era garantir o recebimento de R$ 183 mil referentes a um seguro de vida contratado em nome da vítima.
No voto, o relator, desembargador Paulo Sérgio Carreira, destacou que “não há obscuridade a ser sanada” e que ficou comprovado o envolvimento direto do réu no planejamento do crime. Para o magistrado, o conhecimento prévio da rotina da vítima foi essencial para a ação.
As investigações apontaram que o executor material foi Luis Marques Ferreira Alves, amigo íntimo do casal, que aguardou Silvia em frente à residência. Ao chegar, a vítima saiu do carro e recebeu disparos pelas costas, sem chance de defesa.
A defesa de Willian alegou falta de provas quanto à forma de execução e contestou o reconhecimento simultâneo de premeditação e motivo torpe, caracterizando “dupla punição”. Esses argumentos, contudo, foram considerados infundados pelo colegiado.
Segundo o Tribunal, premeditação e motivo financeiro são elementos distintos e plenamente comprovados nos autos. Além disso, não era necessário que o mandante soubesse todos os detalhes, apenas que tivesse ciência de que o crime ocorreria de forma repentina e sem possibilidade de defesa.
Imagem: Imagem ilustrativa
O crime, registrado em abril de 2009, deixou dois filhos menores órfãos de mãe. O executor, Luis Marques, foi condenado a 21 anos de reclusão em regime fechado, pena já em cumprimento.
Na última decisão, o TJMT entendeu que nem a defesa nem a assistente de acusação apresentaram fatos novos que justificassem a revisão da sentença, limitando-se a questionar pontos já analisados em instâncias anteriores.
Com essa decisão, encerra-se mais uma fase recursal do processo. A execução da pena de Willian Cesar Gomes Pereira seguirá sob a responsabilidade do sistema penitenciário estadual.
Com informações de Passandoalimpomt


Leave a Reply