O Projeto Hannah, criado pelo Poder Judiciário de Mato Grosso, ganhou destaque durante o IAJus 2026 – Encontro de Integração em Inteligência Artificial do Judiciário. Realizado na sexta-feira (24) pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ), o encontro reuniu representantes de tribunais e conselhos de todo o país para debater soluções tecnológicas aplicadas ao sistema de justiça.
Desenvolvido integralmente pelo Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT), o sistema de inteligência artificial foi apresentado pelo engenheiro de IA Daniel Dock, da Vice-presidência do TJMT. A ferramenta apoia o juízo de admissibilidade de recursos especiais, analisando automaticamente 14 critérios formais definidos no Mapa de Admissibilidade.
“Esse sistema representa um significativo avanço institucional no exame de admissibilidade desses recursos, especialmente por observar regras, fluxos e parâmetros de governança locais”, ressaltou o juiz auxiliar da Vice-Presidência do TJMT, Gerardo Humberto Alves da Silva. A partir da leitura dos critérios, o Projeto Hannah gera uma árvore de sequência que verifica se cada recurso atende aos requisitos necessários antes de seguir para análise de mérito.
Além de sua apresentação no IAJus 2026, o sistema Hannah já havia sido destaque em 2025, durante evento promovido pelo Superior Tribunal de Justiça (STJ). Atualmente, o CNJ avalia a possibilidade de nacionalizar a solução e expandir seu uso em outros tribunais brasileiros, ampliando a padronização e a eficiência no processamento de recursos.
O IAJus 2026 foi organizado pelo Comitê Nacional de Inteligência Artificial do Judiciário (CNIAJ) e contou com a presença de magistrados, servidores, equipes técnicas das áreas de tecnologia da informação, governança, inovação e gestão de diversos órgãos do Poder Judiciário. As atividades incluíram palestras, painéis e mesas-redondas para troca de experiências sobre desenvolvimento, implementação, sustentabilidade e governança de tecnologias de IA.
Imagem: Ana Aracajú/CNJ
Juízo de admissibilidade
O juízo de admissibilidade é a fase em que o juiz ou tribunal verifica se um processo ou recurso cumpre todos os requisitos formais e legais para que seu mérito seja analisado. Essa etapa funciona como filtro inicial, evitando o avanço de procedimentos sem fundamentação adequada.
O reconhecimento do Projeto Hannah em eventos de grande alcance nacional reforça a importância de ferramentas tecnológicas para aumentar a eficiência e a transparência no sistema de justiça.
Com informações de Passandoalimpomt





