O Conselho Nacional de Política Energética (CNPE) vai se reunir na próxima quinta-feira, 7 de maio, para avaliar proposta de aumentar a participação de biocombustíveis nos combustíveis fósseis comercializados no Brasil. A ideia é elevar a mistura obrigatória de biodiesel de 15% (B15) para 17% (B17) no diesel e de etanol de 30% (E30) para 32% (E32) na gasolina.
A sugestão de ampliar as misturas foi formalizada pela Coalizão dos Biocombustíveis, que reúne parlamentares da Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA) e da Frente Parlamentar do Biodiesel. Segundo os articuladores, a medida visa responder à volatilidade dos preços internacionais de petróleo e criar novas oportunidades para o mercado interno de combustíveis renováveis.
Na prática, o aumento das proporções de biodiesel e etanol tem impacto direto nas cadeias de produção de soja e milho, principais matérias-primas para esses biocombustíveis. Ao ampliar o consumo doméstico, o setor espera estimular investimentos em plantas industriais e reduzir a dependência de derivados fósseis importados.
O Ministério de Minas e Energia (MME) já sinalizou apoio à expansão do etanol na gasolina. De acordo com a pasta, testes técnicos comprovaram a viabilidade de subir do patamar atual de E30 para E32, dentro de uma estratégia que busca a autossuficiência em gasolina no médio prazo.
Os percentuais atuais foram definidos pelo próprio CNPE e estão em vigor desde decisões anteriores do colegiado. Qualquer modificação nos índices de mistura depende do aval do conselho, que assessora a Presidência da República na definição de diretrizes para o setor energético.
Além dos efeitos econômicos, a área produtiva destaca a importância da medida para a segurança energética do País. Com maior participação de biocombustíveis, o Brasil ficaria menos exposto a choques externos causados por oscilações de preços do petróleo no mercado internacional, garantindo mais previsibilidade no abastecimento.
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No aspecto ambiental, o aumento das misturas contribui para a redução das emissões de gases de efeito estufa, alinhando-se aos compromissos brasileiros em acordos internacionais e reforçando a vantagem competitiva do País na produção de energia renovável.
O governo federal avalia cuidadosamente o timing para a mudança, levando em conta o equilíbrio entre oferta e demanda, a capacidade industrial do setor sucroenergético, o impacto nos preços ao consumidor e possíveis reflexos sobre a inflação.
Se aprovado pelo CNPE, o ajuste nas proporções de biodiesel e etanol fortalecerá a integração entre o agronegócio e o setor energético, consolidando o campo brasileiro como fornecedor estratégico de energia renovável para o mercado interno.
Com informações de 24horasmt





