As autoridades de saúde da Argentina emitiram um alerta sanitário após constatarem que os casos de hantavírus quase dobraram na atual temporada em comparação ao período anterior. A alta incidência registrou-se em regiões do país onde o vírus transmissor circula entre populações de roedores silvestres.
O Ministério da Saúde reforçou a vigilância epidemiológica em diversos distritos, especialmente na área patagônica. Equipes técnicas monitoram de perto as notificações e intensificaram as campanhas de orientação à população sobre os cuidados necessários para evitar o contágio.
Especialistas apontam que as mudanças climáticas desempenham papel central nesse cenário. O aumento das chuvas e das temperaturas eleva a disponibilidade de alimento para roedores, favorecendo a reprodução mais rápida desses animais e, consequentemente, ampliando a chance de contato humano com fezes e urina infectadas.
Transmissão e sintomas
O hantavírus é transmitido principalmente por meio da inalação de partículas virais presentes em urina, fezes e saliva de roedores infectados. Os primeiros sintomas surgem entre uma e quatro semanas após a exposição, incluindo febre alta, dor de cabeça intensa e dores musculares.
Com a progressão da infecção, o paciente pode apresentar falta de ar e insuficiência respiratória aguda, quadro conhecido como Síndrome Pulmonar por Hantavírus (SPH), que exige internação imediata em unidades de terapia intensiva.
Medidas de prevenção
Para reduzir o risco de infecção, as autoridades recomendam vedar frestas em casas e galpões, manter alimentos armazenados em recipientes herméticos e usar luvas e máscaras ao limpar áreas com possível presença de roedores. A eliminação apropriada de entulho e a conservação de ambientes secos e arejados também são ressaltadas.
Imagem: Wikimedia Commons
Não existe vacina para proteger contra o hantavírus, e o tratamento é de suporte, baseando-se na reposição de fluidos e no controle dos sintomas respiratórios. O diagnóstico precoce e a internação imediata são decisivos para reduzir a mortalidade.
O alerta sanitário permanece em vigor até o término da temporada de maior incidência, previsto para o final de outono, quando o Ministério da Saúde planeja divulgar novos boletins com as estatísticas atualizadas e eventuais recomendações adicionais.
Com informações de Powermix





