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Influencer e marido têm imóveis e carros de luxo apreendidos em operação contra apostas ilegais

Na manhã de quinta-feira (23), a Polícia Civil de Mato Grosso cumpriu 34 ordens judiciais na Operação Aposta Perdida, voltada a desarticular um grupo suspeito de lavagem de dinheiro, associação criminosa e exploração de jogos de azar online. Entre os principais alvos estão o empresário Wilton Wagner Vasconcelos Magalhães e a influenciadora digital Jéssica Orben Magalhães.

Segundo as investigações, o casal ostentava vida de luxo em redes sociais enquanto participava de um esquema de apostas ilegais que teria movimentado milhões de reais. Os investigadores apontam que os líderes do grupo utilizavam plataformas conhecidas como “jogo do tigrinho” para atrair clientes com promessas de lucros altos e rápidos.

As medidas judiciais incluíram mandados de busca e apreensão, sequestro de imóveis de alto padrão, retenção de passaportes e bloqueios de contas bancárias, com valores congelados que podem chegar a R$ 10 milhões. Imóveis localizados em bairros nobres da capital e no interior do estado foram alvo da ação.

Entre os bens apreendidos estão três veículos importados avaliados em mais de R$ 500 mil: um Porsche, um Dodge e uma BMW. Além dos carros, os policiais recolheram dinheiro em espécie, joias e aparelhos eletrônicos que devem ajudar a fortalecer o inquérito.

As apurações revelaram ainda o uso de empresas de fachada e “laranjas” para ocultar a origem ilícita dos recursos, bem como frações de transferências bancárias que dificultavam o rastreamento financeiro. Há indícios de conexão com plataformas internacionais de apostas digitais, cujas operações são investigadas em âmbito global.

De acordo com a Polícia Civil, os valores arrecadados eram canalizados por meio de sociedades e pessoas interpostas, permitindo a aquisição de bens incompatíveis com a renda declarada pelos suspeitos. A suspeita é de que o grupo tenha lavado parte dos recursos por meio da compra de imóveis e veículos de luxo.

Imagem: Imagem ilustrativa

Durante a operação, agentes também apreenderam documentos e mídias digitais, que serão periciados para identificar outros envolvidos e mapear toda a estrutura criminosa. O cumprimento das diligências contou com apoio de delegacias especializadas e da Gerência de Operações Especiais.

As investigações prosseguem com o objetivo de aprofundar a coleta de provas e responsabilizar todos os participantes do esquema criminoso. Novas diligências podem ser determinadas conforme o avanço dos exames periciais e das análises financeiras.

Com informações de Muvucapopular