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Mato Grosso investe R$ 2 milhões na formação de agentes comunitários para diagnóstico precoce da hanseníase

O governo de Mato Grosso destinou cerca de R$ 2 milhões para capacitar Agentes Comunitários de Saúde (ACS) no diagnóstico precoce da hanseníase. O projeto-piloto, iniciado nesta quarta-feira (15) em Várzea Grande, qualificou 86 profissionais em habilidades essenciais para identificar sinais iniciais da doença durante visitas domiciliares.

Treinamento e objetivos

A primeira etapa da capacitação, promovida pela Assembleia Legislativa em parceria com a Secretaria de Estado de Saúde (SES-MT), tem como meta reduzir sequelas e interromper a cadeia de transmissão da hanseníase. Os ACS foram instruídos a reconhecer manchas esbranquiçadas, avermelhadas ou acastanhadas com alteração de sensibilidade e a encaminhar imediatamente os casos suspeitos para testes térmicos e dolorosos nas unidades de saúde.

Estratégias de vigilância

Além da identificação visual e dos testes de sensibilidade, o programa enfatiza a busca ativa de contatos domiciliares de pacientes já confirmados e ações de combate ao estigma. Informações corretas e abordagem humanizada visam diminuir o preconceito que costuma levar ao abandono do tratamento, fortalecendo a adesão à poliquimioterapia (PQT) oferecida gratuitamente pelo Sistema Único de Saúde (SUS).

Expansão estadual

Com recursos aprovados por emenda à Lei Orçamentária Anual (LOA), a iniciativa será ampliada para os 142 municípios do estado. A SES-MT organizará cronograma por polos regionais, garantindo que equipes de áreas mais remotas recebam formação especializada. O Tribunal de Contas do Estado (TCE) reforçou a necessidade de integração entre órgãos públicos para colocar o enfrentamento à hanseníase como prioridade nas metas de gestão municipal.

Desafio da adesão ao tratamento

Apesar da disponibilidade gratuita da PQT, o abandono terapêutico continua sendo um obstáculo. O vínculo de confiança entre o Agente Comunitário de Saúde e a comunidade é considerado fundamental para manter os pacientes em tratamento até a cura, assegurando o controle epidemiológico da doença.

Imagem: Ap

O fortalecimento da capacidade técnica dos ACS em Mato Grosso busca, assim, não apenas elevar o índice de diagnóstico precoce, mas também garantir suporte contínuo aos pacientes, minimizando impactos físicos e sociais da hanseníase.

Com informações de Cenariomt