Em reunião realizada na tarde de segunda-feira (11), a Câmara Setorial Temática de Atenção Psicossocial da Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT), presidida pelo deputado Carlos Avallone (PSDB), debateu questões relacionadas à regulação de pacientes e ao fluxo de urgência e emergência na saúde mental do estado.
O parlamentar apresentou resultados de uma visita técnica efetuada em 6 de maio ao Hospital Adauto Botelho e às unidades da rede estadual de saúde mental. Conforme relatado, a Unidade 1, no bairro Coophema, passará a contar com 86 leitos após reforma prevista para julho. Já a Unidade 3, localizada no bairro Paiaguás e direcionada a tratamento de dependentes de álcool e outras drogas, dispõe de 32 vagas exclusivas para homens.
No momento da vistoria, o Adauto Botelho registrava 88 pacientes internados, enquanto a Unidade 3 atendia 21 pessoas. Além disso, existem 12 leitos reservados para detentos em cumprimento de pena, número que deverá ser ampliado após decisão judicial recente.
Dados apresentados indicam que 85% dos pacientes aguardam de um a 15 dias para regulação e encaminhamento à internação. Em alguns casos, o tempo de espera chega a 40 dias. Outro ponto discutido foi a ocupação por residentes de Cuiabá, que representam 34% das vagas, apesar de corresponderem a cerca de 17% da população estadual.
O defensor público Denis Thomaz Rodrigues, coordenador do subgrupo de Atuação Estratégica em Direitos Coletivos para Saúde Mental, ressaltou o acompanhamento da Defensoria ao Hospital Adauto Botelho e destacou a necessidade de integração entre setores da rede pública para aprimorar o processo de regulação.
Representando a Secretaria de Estado de Saúde (SES), a técnica Valéria da Costa Marques Vuolo apresentou o diagnóstico “Reflexão a partir do cuidado em liberdade” sobre o fluxo de urgência e emergência em Mato Grosso. Ela enfatizou a importância de fortalecer a Rede de Atenção Psicossocial (RAPS) e a Rede de Atenção à Urgência (RAU), reduzindo a dependência do modelo hospitalocêntrico e ampliando a atuação de unidades básicas e serviços territoriais.
Imagem: Imagem ilustrativa
Valéria destacou ainda que o estado conta atualmente com 53 Centros de Atenção Psicossocial (CAPS) e apontou estratégias em desenvolvimento, como capacitação de profissionais da atenção primária, implantação de protocolos para urgência e emergência e o fortalecimento das equipes multiprofissionais eMulti.
Ao encerrar a reunião, a CST definiu a formação de um grupo de trabalho com seis integrantes para elaborar uma proposta de protocolo de urgência e emergência em saúde mental. O documento deverá ser concluído até 15 de junho para posterior validação.
Com informações de Passandoalimpomt





