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Operação Hipnose Financeira investiga golpe de “cura espiritual” em Lucas do Rio Verde

Polícia Civil cumpre mandados contra suspeitas de estelionato A Polícia Civil de Mato Grosso deflagrou ontem a Operação Hipnose Financeira para apurar…

Polícia Civil cumpre mandados contra suspeitas de estelionato

A Polícia Civil de Mato Grosso deflagrou ontem a Operação Hipnose Financeira para apurar um esquema de estelionato que lesou um idoso de 71 anos em Lucas do Rio Verde. Ao todo, foram cumpridas sete ordens judiciais expedidas pelo Núcleo de Justiça 4.0 do Juiz das Garantias de Sinop contra as investigadas.

Segundo o inquérito, o idoso foi submetido a manipulação emocional por suspeitas que prometiam uma “cura espiritual” para uma doença grave, levada a crer por meio de rituais religiosos. Em poucos meses, a vítima transferiu mais de R$ 300 mil a contas de terceiros, via Pix, além de recorrer a empréstimos bancários e solicitar dinheiro a familiares, vizinhos e amigos.

O caso veio à tona quando parentes notaram mudança no comportamento do idoso, que passou a isolar-se e a atender cobranças insistentes das suspeitas. De acordo com depoimentos coletados, elas chegaram a exigir um valor adicional de R$ 15 mil para a continuidade dos supostos trabalhos espirituais.

As investigações apontam que a primeira abordagem ocorreu em um supermercado da cidade, onde uma das envolvidas teria convencido a vítima de que ele sofria de uma enfermidade séria. A partir desse contato inicial, as suspeitas passaram a exercer forte influência psicológica, usando ameaças veladas e pressão emocional constante para obter recurso financeiro.

Há indícios de atuação interestadual do grupo, com ocorrências semelhantes registradas em outras cidades de Mato Grosso. O levantamento policial sugere que as investigadas se deslocavam frequentemente entre diversos estados, o que dificultava o rastreamento e a aplicação das medidas legais.

Imagem: Imagem ilustrativa

Com base nas provas colhidas, o Ministério Público representou pela adoção de medidas cautelares, que foram deferidas judicialmente: mandados de busca e apreensão, quebra de sigilo telefônico e telemático, além da indisponibilidade de bens e valores das investigadas. A ação visa aprofundar as apurações, resguardar elementos de prova e identificar eventuais novas vítimas, bem como assegurar a reparação dos prejuízos causados.

Os trabalhos continuam em curso para consolidar o caso e garantir a responsabilização das envolvidas, mantendo o foco na proteção das vítimas e na eficiência da investigação.

Com informações de Sonoticias

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