A Polícia Civil de Mato Grosso deflagrou a Operação Rondonópolis Segura ao longo dos últimos 30 dias, cumprindo 43 mandados judiciais em nove municípios da região sul do estado. A ação teve como objetivo desarticular organizações criminosas envolvidas em tráfico de drogas, homicídios, violência doméstica e outros delitos graves.
De acordo com informações da corporação, as investigações abrangem suspeitos apontados como integrantes de uma facção criminosa e apuram crimes como roubo, sequestro, tortura e estupro de vulnerável. Os trabalhos foram iniciados ainda em março, com coleta de dados de inteligência pelas delegacias locais e cruzamento de informações sobre os envolvidos.
Planejamento e execução
Entre 30 de março e 30 de abril, equipes da Regional de Rondonópolis consolidaram relatórios sobre alvos prioritários. O ponto alto da operação ocorreu em 30 de abril, no chamado “Dia D”, quando foram cumpridos simultaneamente 22 mandados de busca e apreensão e nove de prisão.
As ações se estenderam pelos municípios de Rondonópolis, Itiquira, Guiratinga, Pedra Preta, Alto Araguaia, Alto Garças, Alto Taquari, Jaciara, Juscimeira e Tesouro, locais considerados estratégicos para as rotas de crime organizado na região sul.
Participação e apoio
Segundo o delegado regional Santiago Rozendo Sanches e Silva, a operação faz parte de um planejamento operacional contínuo. “A operação visa à diminuição dos índices de criminalidade e à garantia da tranquilidade e da paz social para a população”, afirmou em nota oficial.
No total, 101 policiais civis foram mobilizados, contando com o suporte de unidades especializadas, tais como:
Imagem: Imagem ilustrativa
- Delegacia Especializada de Roubos e Furtos (Derf);
- Delegacia Especializada de Defesa da Mulher;
- Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP);
- Delegacias municipais da região.
Base legal
Os crimes investigados estão tipificados no Código Penal e em legislações específicas, como a Lei de Drogas (Lei nº 11.343/2006) e a Lei de Organização Criminosa (Lei nº 12.850/2013), que prevê penas mais severas para quem integra quadrilhas estruturadas.
Especialistas em segurança pública destacam que operações integradas são essenciais para enfraquecer redes criminosas e proteger áreas vulneráveis. As investigações continuam em curso, com novas diligências previstas para os próximos meses.
Com informações de Cenariomt





