Cuiabá (MT), 6 de março de 2024 – Na manhã desta quarta-feira, a Polícia Civil de Mato Grosso deu início à segunda fase da Operação Baca. A ação tem como finalidade cumprir seis ordens judiciais contra membros de uma organização criminosa suspeita de tráfico de drogas e lavagem de dinheiro em Cuiabá e Cáceres.
As determinações judiciais compreendem dois mandados de prisão preventiva, dois de busca e apreensão domiciliar e dois de bloqueio de contas bancárias. Todas as medidas foram expedidas pelo Núcleo de Justiça 4.0, responsável por autorizar e coordenar o cumprimento das decisões em todo o estado.
Os mandados de prisão visam retirar de circulação indivíduos apontados como líderes e financistas da rede de tráfico, enquanto as buscas domiciliares têm como objetivo apreender documentos, aparelhos eletrônicos e outros elementos que possam comprovar a movimentação ilícita de recursos. Já os bloqueios de contas bancárias impedirão que o grupo acesse valores oriundos da venda de entorpecentes e de operações de lavagem de dinheiro.
As ações ocorrem simultaneamente em endereços residenciais e comerciais em Cuiabá e na cidade de Cáceres, localizada a cerca de 200 quilômetros da capital, próxima à fronteira com a Bolívia. Equipes especializadas da Delegacia de Repressão a Entorpecentes (DRE) executam as diligências com apoio de outras unidades da Polícia Civil.
A Operação Baca investiga a atuação de um grupo criminoso que teria organizado uma sofisticada rede de distribuição de drogas em Mato Grosso, movimentando quantias significativas por meio de lavagem de dinheiro e empresas de fachada. A Polícia Civil informou que a primeira fase da ação foi realizada meses atrás e resultou em apreensões de substâncias ilícitas e documentos.
A execução das medidas judiciais contou ainda com o apoio de setores de inteligência financeira, responsáveis pelo monitoramento de transações suspeitas que culminaram na identificação de movimentações atípicas de valores.
Imagem: Imagem ilustrativa
Autoridades ressaltam que a articulação entre delegacias especializadas e o Poder Judiciário tem sido essencial para desarticular organizações criminosas que atuam em Mato Grosso e áreas de fronteira.
Após a conclusão dos procedimentos, os presos serão encaminhados ao sistema prisional estadual e os materiais apreendidos seguirão para perícia. A continuidade das investigações deve esclarecer a extensão do envolvimento de outros suspeitos e eventual participação de internos no esquema.
Com informações de Cenariomt





