Funcionários da cooperativa fraudaram empréstimo para desviar recursos
No dia 28/12/2022, um esquema interno na Unimed Cuiabá desviou R$ 700 mil por meio de uma contratação fictícia. Segundo denúncia do Ministério Público Federal (MPF), funcionários da própria cooperativa simularam a participação da Arché Negócios Ltda. em um empréstimo de R$ 33,1 milhões. A empresa teria recebido “comissão” de R$ 700 mil pela intermediação da operação financeira, valor que nunca foi pago.
De acordo com o MPF, o grupo criminoso organizou a fraude entre setembro e dezembro de 2022. No topo da hierarquia estava o então presidente da Unimed Cuiabá, o médico Rubens Carlos de Oliveira Júnior. Ele foi apontado como idealizador do plano, responsável por enganar a diretoria e liberar o pagamento indevido à Arché.
A denúncia identifica como segundo elo do esquema a ex-chefe do Jurídico, Jaqueline Proença Larréa. Seu papel foi fornecer pareceres que autorizassem a contratação dos serviços fictícios, conferindo um “verniz de legalidade” ao contrato forjado.
O ex-CEO da cooperativa, Eroaldo de Oliveira, também integrou o grupo. Ele teria apresentado explicações comerciais falsas para convencer os demais diretores a aprovar o desembolso de R$ 700 mil à Arché.
A lista de envolvidos inclui ainda a ex-superintendente administrativo-financeira, Ana Paula Parizotto. Ao ser comunicada sobre a aprovação do contrato, ela inseriu pessoalmente a nota fiscal de R$ 700 mil no sistema e efetuou o pagamento em apenas três dias, sem respeitar a ordem cronológica de credores.
Na articulação externa, contribuiu o representante da Arché, Erikson Tesolin Viana, que recebeu R$ 300 mil por ceder o nome da empresa ao esquema. Os R$ 400 mil restantes foram sacados em espécie por Erikson em uma agência bancária no bairro Duque de Caxias, em Cuiabá.
Imagem: Ap
Erikson viajou do Espírito Santo até a capital mato-grossense para entregar o dinheiro a Eroaldo, em um condomínio de luxo. Conforme o MPF, dos R$ 400 mil sacados em 28 de dezembro de 2022, R$ 200 mil ficaram com Rubens, R$ 130 mil com Eroaldo e R$ 70 mil com Ana Paula.
As investigações seguem sob responsabilidade da Justiça Federal, que deve analisar as provas apresentadas pelo MPF e julgar os envolvidos pelo crime de peculato e organização criminosa.
Com informações de Muvucapopular





