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Senado reprova indicação de Jorge Messias para o STF em votação histórica

O Senado Federal rejeitou, na noite desta terça-feira (24), a nomeação do advogado-geral da União, Jorge Messias, para o cargo de ministro do Supremo…

O Senado Federal rejeitou, na noite desta terça-feira (24), a nomeação do advogado-geral da União, Jorge Messias, para o cargo de ministro do Supremo Tribunal Federal (STF). A indicação enviada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva obteve 34 votos favoráveis e 42 contrários, marcando a primeira vez em 134 anos que uma sugestão presidencial para a Corte Suprema foi recusada pela Casa.

Ao comentar o resultado, o senador Wellington Fagundes (PL-MT) afirmou que a derrota mostra o fim do atual governo. “O presidente hesitou e demorou demais na escolha de Jorge Messias, o que enfraqueceu toda a articulação”, avaliou o parlamentar. Segundo ele, as críticas à alta carga tributária e os recentes escândalos influenciaram a decisão do plenário.

Fagundes ainda destacou o empenho da oposição: “Nossa homenagem ao líder maior do partido e ao senador Flávio Bolsonaro. Estivemos unidos para votar contra e provar que a democracia está acima de tudo”. Apesar de não declarar explicitamente seu voto, o parlamentar seguiu o posicionamento definido pelo PL, que fechou questão pela rejeição da indicação.

O senador Jayme Campos (União-MT), que participou da sabatina de Messias na Comissão de Constituição e Justiça, classificou o dia como “histórico” para o país. “O Senado provou sua independência e o funcionamento dos freios e contrapesos. Agimos de forma respeitosa, mas nunca perdemos a autonomia de avaliar o que é melhor para os brasileiros”, afirmou.

Entre os integrantes da bancada governista, o senador Carlos Fávaro (PSD-MT), que foi ministro no mesmo governo Lula, ainda não se pronunciou sobre o resultado. Sua manifestação é aguardada para as próximas horas.

Imagem: Imagem ilustrativa

Com a rejeição, o presidente Lula volta à estaca zero na escolha de um nome para a vaga aberta no STF, que aguarda definição desde que o ex-ministro Marco Aurélio Mello deixou a Corte. O episódio reforça a tensão entre o Executivo e o Legislativo em um momento de grande acirramento político no país.

Com informações de Sonoticias

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