Quem: Laércio Noberto Júnior, conhecido como “Júnior Chaveiro” (PL), presidente da Câmara Municipal de Barra do Bugres (MT).
O quê: Foi formalizada denúncia de que ele teria amarrado e agredido a própria namorada.
Quando: O episódio teria ocorrido na noite de domingo, 18 de abril de 2026, e veio a público após divulgação de vídeo.
Onde: Em Barra do Bugres, cidade localizada a cerca de 150 km de Cuiabá, capital do Mato Grosso.
Após a acusação, o parlamentar não foi encontrado pelas autoridades e passou a ser considerado foragido. A denúncia foi encaminhada à Procuradoria da Mulher da Câmara Municipal, que já solicitou seu afastamento cautelar do cargo de presidente, bem como a suspensão das funções como vereador por prazo inicial de 90 dias, valor que pode ser prorrogado enquanto durarem as investigações.
Em nota oficial e em vídeo divulgado nas redes sociais, a Mesa Diretora da Câmara de Barra do Bugres informou que a vítima já prestou depoimento e que as primeiras diligências foram iniciadas pela Procuradoria. O pedido de afastamento foi protocolado junto à presidência interina do Legislativo municipal.
“Protocolamos para o presidente interino um pedido de destituição do cargo de presidência e afastamento do vereador, para que sejam tomadas as medidas cabíveis no prazo de 90 dias, podendo ser prorrogado”, afirma trecho do posicionamento da Procuradoria da Mulher.
Imagem: Reprodução
A entidade destacou ainda que o caso será acompanhado com rigor, independentemente da posição ou do nome do acusado. “Nenhuma mulher será desamparada, não importa quem seja o agressor, vereador ou não”, ressaltou a Procuradoria.
A repercussão do caso ganhou força após o ex-vereador Edison de Oliveira, o “Bocão”, publicar um vídeo nas redes sociais na última segunda-feira (20). Nele, Edison acusa diretamente o presidente da Câmara de cometer violência contra a companheira.
“Essa noite o presidente da Câmara de Barra do Bugres agrediu uma mulher, tá? Quer saber mais? Amarrou! Amarrou!”, declarou “Bocão” no vídeo que viralizou na região.
As autoridades locais seguem as buscas para cumprir o mandado de condução coercitiva ou prisão preventiva do parlamentar, enquanto as investigações prosseguem sob supervisão da Procuradoria da Mulher da Câmara.
Com informações de Muvucapopular

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