A Secretaria de Estado de Educação de Mato Grosso divulgou a segunda edição do Manual das Escolas Estaduais Cívico-Militares, documento que padroniza o funcionamento de 223 unidades que já adotaram o modelo no estado. O material reúne orientações sobre organização curricular, metodologias de ensino, avaliação de aprendizagem, rotinas administrativas e diretrizes para a convivência entre alunos, profissionais e famílias.
Alinhamento a planos nacional e estadual
De acordo com a Seduc-MT, a elaboração do manual seguiu as metas estabelecidas pelo Plano Nacional de Educação (Lei Federal) e pelo Plano Estadual de Educação, garantindo que o programa esteja em consonância com as diretrizes da educação pública. A proposta também leva em conta as demandas identificadas pelas próprias escolas cívico-militares ao longo de sua experiência prática.
Flavia Emanuelle, secretária estadual de Educação, ressalta que o documento foi desenvolvido para esclarecer o funcionamento das unidades e estreitar o vínculo com as famílias. “Este manual não é apenas um guia para a organização e a gestão das Escolas Cívico-Militares, mas também um instrumento de apoio a todos os alunos e às suas famílias. Fornece orientações claras sobre as expectativas e responsabilidades de todos, promovendo uma cultura de respeito, cooperação e convivência harmoniosa”, afirma.
Atualmente, 223 das 630 escolas da rede estadual de Mato Grosso participam do modelo cívico-militar. Esse total foi alcançado após a última rodada de consultas públicas, realizada entre os dias 13 e 16 deste mês, na qual 15 novas escolas concordaram com a conversão para o formato.
Responsabilidades e currículo
No modelo adotado, a proposta pedagógica continua sob a responsabilidade dos diretores, coordenadores e professores da rede, em conformidade com a Base Nacional Comum Curricular (BNCC). O conteúdo programático permanece inalterado. Já os militares da reserva atuam no apoio às atividades administrativas e disciplinares, contribuindo para a organização do ambiente escolar, o controle de acesso e a implementação de práticas cívicas no cotidiano.
Imagem: Imagem ilustrativa
Segundo a secretária, a publicação da segunda edição do manual confere maior solidez ao processo de implantação das escolas cívico-militares. “É um documento de orientação, mas também de ajuste: um material que a secretaria apresenta como aberto a revisões, escuta e aperfeiçoamentos, conforme a experiência avança nas próprias escolas”, conclui Flavia Emanuelle.
Com informações de Sonoticias



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