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Preço da soja recua novamente no Brasil após breve reação

O preço da soja voltou a cair nesta terça-feira (14) no Brasil, registrando nova perda após um curto período de valorização. O indicador Cepea/Esalq, com base no porto de Paranaguá (PR), recuou 0,39%, cotando a saca a R$ 126,21.

Com o movimento de baixa, o indicador acumula queda de 2,34% no mês de março, refletindo o cenário de oferta mais abundante no mercado doméstico. A expectativa de maior disponibilidade, aliada a fatores cambiais, pressiona as cotações.

Na última atualização, a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) elevou a projeção para a safra de soja do ciclo 2025/26 no Brasil. A estimativa passou de 177,85 milhões de toneladas para 179,15 milhões de toneladas, o que reforça a percepção de super oferta.

Outro fator que contribui para a tendência de baixa é a desvalorização do dólar frente ao real. A moeda americana permanece abaixo dos R$ 5,00 nas últimas sessões, tornando os produtos agrícolas menos competitivos em relação ao câmbio.

No mercado externo, a bolsa de Chicago acompanhou a queda dos preços, influenciada pelo avanço do plantio em solo norte-americano. Os contratos de soja com entrega em maio fecharam em baixa de 0,37%, a US$ 11,58 por bushel.

Entre as praças acompanhadas pela consultoria AgRural, Ponta Grossa (PR) registrou cotação de R$ 120,00 por saca, recuo de R$ 0,50 em relação ao dia anterior. O movimento acompanha a tendência nacional de queda.

Em Rondonópolis (MT), o preço médio da saca de soja alcançou R$ 105,00, R$ 1,00 abaixo do patamar negociado na segunda-feira. A região do Centro-Oeste segue apresentando fluxo constante de oferta.

Imagem: Imagem ilustrativa

No oeste baiano, em Luís Eduardo Magalhães, a saca caiu R$ 0,50, sendo comercializada a R$ 110,50. Os produtores locais vêm ajustando os preços em função da maior disponibilidade estocada.

O quadro atual sugere que o mercado doméstico de soja deverá continuar sob pressão, em meio ao avanço das colheitas e ao fortalecimento do real, seguindo o movimento observado nas bolsas internacionais.

O acompanhamento diário dos indicadores reflete as condições de oferta, demanda e câmbio que determinam as negociações em diferentes regiões do país, sem sinais claros de reversão imediata.

Com informações de Fatosdenobres