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Servidores municipais de Lucas do Rio Verde ampliam mobilização e aprovam indicativo de greve

Assembleia reforça união de categorias e pautas

Na noite de 14 de abril, servidores públicos municipais de Lucas do Rio Verde se reuniram em assembleia convocada pelo Sindicato dos Trabalhadores no Ensino Público de Mato Grosso (Sintep-MT). O encontro, que aconteceu na cidade do norte do estado, contou com profissionais da educação e representantes de outras áreas do funcionalismo, com o objetivo de unificar as reivindicações já apresentadas ao Executivo.

Segundo o presidente do Sintep-MT, professor Eriksen Carpes, a participação de diferentes setores do serviço público municipal foi considerada fundamental para fortalecer a pauta de discussão. “As demandas da educação são apenas uma parte de um conjunto de solicitações que atingem toda a estrutura municipal, incluindo saúde, obras e demais serviços essenciais”, destacou.

No entanto, Carpes lamentou a ausência da presidência do sindicato que representa os demais servidores municipais. Para ele, a união das entidades sindicais é indispensável. “Não dá para dois sindicatos ficarem em lados opostos. Precisamos apresentar uma frente única para tratar de valorização, concurso público e respeito a quem atua diariamente”, afirmou.

Pressão por negociação e possibilidade de ação judicial

Durante a assembleia, foi apresentada a proposta de elaboração de uma pauta única, que deverá ser debatida em rediscussão na assembleia geral dos servidores municipais. A iniciativa visa aumentar a capacidade de negociação junto à administração local.

O Sindicato informou ainda que, caso não seja aberto canal de diálogo pelo Executivo, recorrerá à Justiça nos próximos dias. A medida tem como objetivo obrigar o município a sentar-se para tratar formalmente das reivindicações.

Indicativo de greve e próximos passos

Entre as deliberações, o indicativo de greve foi aprovado pelos presentes. Conforme Carpes, trata-se de um alerta, sem caracterizar paralisação imediata. O sindicato deve enviar oficialmente a comunicação ao prefeito e aguardar resposta, mantendo a possibilidade de nova assembleia para definir etapas seguintes.

Imagem: Ap

Apesar de considerar a greve um último recurso, o dirigente sindical não descartou a hipótese de paralisação no segundo semestre, incluindo a não retomada das aulas após as férias de meio de ano, caso não haja avanços nas tratativas.

Ao final, o presidente do Sintep-MT fez um apelo à categoria para participação em futuras reuniões. “Quem decide os rumos do movimento é a categoria. É fundamental que todos estejam presentes e engajados”, concluiu.

Com informações de Cenariomt