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Brasília celebra Dia Nacional do Choro com rodas de música e iniciativas

No dia 23 de abril, diversos instrumentos tradicionais do Choro, como cavaquinhos, flautas, bandolins e violões de sete cordas, ganham destaque em apresentações por todo o país. A data marca o Dia Nacional do Choro e coincide com o aniversário de Alfredo da Rocha Vianna Filho, conhecido mundialmente como Pixinguinha, um dos principais nomes do gênero.

Pixinguinha nasceu em 23 de abril de 1897 e teve papel fundamental para a consolidação do Choro como manifestação musical urbana genuinamente brasileira. Suas composições ultrapassaram fronteiras e inspiraram gerações de instrumentistas e arranjadores.

Embora o nome Choro remeta à ideia de “choro” ou lamento, o estilo não surgiu da tristeza, mas da mistura de ritmos europeus com o swing tipicamente nacional. No Rio de Janeiro, ainda no século 19, músicos começaram a reinterpretar modinhas e polcas com um balanço próprio, criando a base do que viria a ser a primeira música urbana do Brasil.

Ao longo do tempo, o Choro revelou grandes expoentes, como o bandolinista Jacob do Bandolim, o cavaquinista Waldir Azevedo e o próprio Pixinguinha. Até hoje, obras desses artistas são executadas em salas de concerto, rodas de amigos e festivais, mantendo viva a tradição iniciada há mais de 150 anos.

Em fevereiro de 2024, o Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) reconheceu o Choro como Patrimônio Cultural Imaterial do Brasil, reforçando o valor histórico e social do gênero para a identidade nacional.

Comemorada anualmente, a data estimula rodas em praças, bares e escolas de música, garantindo que o legado dos chorões siga pulsando e inspirando novos públicos em diferentes regiões do país.

Rodas e iniciativas em Brasília

Na capital federal, o Clube do Choro de Brasília exerce papel central na preservação do gênero. Fundado há quase cinquenta anos, o grupo reúne músicos de variadas idades em encontros semanais e eventos especiais, promovendo oficinas, recitais e festivais dedicados ao repertório clássico e contemporâneo.

Outra ação de destaque é o projeto Choro no Eixo, idealizado pelo músico Márcio Marinho em 2020. Aos domingos, o Eixão do Lazer é transformado em um palco a céu aberto, com rodas gratuitas de chorinho que recebem instrumentistas e público de todas as idades.

Nesses encontros, Marinho convida nomes como Valério Xavier, Breno Alves e Dudu 7 Cordas, entre outros artistas, para tocar clássicos e composições autorais. O evento reforça o caráter democrático do Choro, aproximando moradores e visitantes da capital federal.

Com iniciativas permanentes e celebrações específicas, Brasília mantém acesa a chama do Choro, assegurando que esta expressão musical continue viva e acessível a todos.

Com informações de Fatosdenobres