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Operação Aposta Perdida mira família de influencer por “jogo do tigrinho” em MT

Na manhã desta quinta-feira (23), a Polícia Civil deflagrou a Operação Aposta Perdida para cumprir mandados contra integrantes de uma mesma família suspeitos de envolvimento em esquema de lavagem de dinheiro, associação criminosa e exploração de jogos de azar online, conhecidos como “jogo do tigrinho”. Entre os alvos estão Jessica Orben Vasconcelos Magalhães, sua irmã Lili Vasconcelos, o empresário Erison Coutinho — dono da loja Rei dos Panos — e o marido de Jessica, Wilton Vagner Vasconcelos Magalhães.

Divulgação e atuação nas redes sociais

Segundo a investigação, Jessica e Lili utilizavam perfis em redes sociais para promover plataformas clandestinas de apostas, atraindo seguidores com promessas de ganhos altos e rápidos. As irmãs compartilhavam postagens frequentes, exibiam resultados de supostos lucros e direcionavam usuários a links para cadastro em sites ilegais. Em muitos casos, eram usadas contas demonstrativas para simular rentabilidade e persuadir novos participantes.

Em entrevista nas redes, Lili afirmou ter sido surpreendida pela operação policial. “Acordei com uma operação da polícia aqui em casa. Não é novidade que eu divulgo plataforma de jogos online, mas pago todos os impostos. Não tem nada de lavagem de dinheiro ou crime”, declarou, acrescentando que o marido não participava das divulgações.

Medidas judiciais e alcance da operação

O Núcleo de Justiça 4.0 do Juiz das Garantias – Polo Cuiabá expediu sete mandados de busca e apreensão, duas suspensões de atividades econômicas, bloqueios de perfis em redes sociais, sequestro de imóveis e veículos, apreensões de passaportes e bloqueio de contas bancárias de pessoas físicas e jurídicas, totalizando cerca de R$ 10 milhões em valores bloqueados.

Os decretos judiciais estão sendo cumpridos em Cuiabá, Várzea Grande e Itapema, com apoio da Gerência de Combate ao Crime Organizado, Delegacia Especializada de Repressão ao Crime Organizado (Draco) e Diretoria de Inteligência. Empresas suspeitas de serem usadas como fachadas para ocultar recursos também foram alvo das diligências.

Esquema financeiro e ocultação de recursos

Os investigadores identificaram que o grupo operava de forma semelhante a uma pirâmide financeira, onde os ganhos dependiam da entrada de novos participantes. O principal articulador seria responsável por coordenar a movimentação de valores, empregando transferências fracionadas, empresas de fachada e “laranjas” para dissimular a origem dos fundos.

Imagem: Imagem ilustrativa

Relatórios apontam aquisição de imóveis de alto padrão e veículos importados — incluindo BMW, Land Rover e Porsche — incompatíveis com a renda declarada pelos suspeitos. Além disso, foram detectadas inconsistências fiscais, movimentações milionárias e contatos internacionais ligados a fraudes digitais.

A operação segue em curso com o objetivo de desarticular todo o esquema, interromper o fluxo de dinheiro ilícito e aprofundar a coleta de provas.

Com informações de Leiamt