O custo da cesta básica em Sinop atingiu R$ 869,57 no mês passado, apontou levantamento do Centro de Informações Socioeconômicas (CISE) da Universidade do Estado de Mato Grosso, em parceria com a Câmara de Dirigentes Lojistas (CDL). Esse valor representa aumento de 2,47% em comparação ao período anterior, pressionando ainda mais o orçamento das famílias locais.
Entre os produtos que mais pressionaram o preço do conjunto de alimentos essenciais, o tomate destacou-se com elevação de 36,5%, seguido pela batata, que subiu 12,4%, e pelo feijão, cuja alta foi de 12,3%. Esses três itens responderam por parcela significativa do encarecimento observado no mês.
Em contrapartida, alguns itens registraram redução de preço. O óleo de soja recuou 1,87%, o pão apresentou queda de 1,5% e a manteiga diminuiu 1,26% em relação ao levantamento anterior. Essas variações, entretanto, não foram suficientes para conter o aumento geral do valor da cesta em Sinop.
Dados do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese) mostram que outras capitais e regiões metropolitanas também sofreram elevação no custo da cesta básica no mesmo período. Em Cuiabá, teve-se o maior índice de alta, com 5,62%, seguida por Brasília, que registrou 4,82%. Em São Paulo, a variação ficou em 3,64%.
Apesar de o valor em Sinop já ser elevado, ele permanece acima do registrado em Cuiabá, capital de Mato Grosso, onde a cesta básica custou R$ 838,40 em março, segundo dados do Dieese. Essa diferença reflete condições específicas de oferta, demanda e logística que afetam o mercado local em Sinop.
Imagem: Imagem ilustrativa
O aumento contínuo do preço dos alimentos essenciais acende o alerta sobre a sustentabilidade do poder de compra das famílias, que já enfrentam custos crescentes em outros setores, como energia e transporte. A pesquisa do CISE, portanto, serve como termômetro para políticas públicas e ações de suporte social no município.
Com isso, o acompanhamento mensal dos custos é fundamental para compreender a dinâmica inflacionária no setor alimentar e orientar consumidores e autoridades sobre possíveis medidas de contenção de preços e subsídios.
Com informações de Sonoticias
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