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Dr. João exige aplicação prática de leis sobre autismo em Mato Grosso

Deputado cobra medidas efetivas para pessoas com transtorno do espectro autista

O deputado estadual Dr. João (MDB) usou a reunião ordinária da Comissão de Saúde da Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT), na terça-feira (14), para reivindicar que as leis destinadas às pessoas com transtorno do espectro autista (TEA) deixem de ser apenas teoria e comecem a produzir resultados concretos para quem depende da rede pública de saúde.

Durante o encontro na ALMT, Dr. João ressaltou que, apesar de o Estado já contar com diversas normas e projetos voltados ao autismo, ainda há dificuldade em transformá-los em serviços e atendimentos acessíveis às famílias. Segundo ele, a aplicação prática dessas iniciativas é fundamental para proporcionar qualidade de vida aos pacientes, em especial às crianças.

“Temos muitas leis e projetos, mas faltam ações efetivas. A teoria é bonita no papel, porém precisamos colocar tudo em prática”, afirmou o parlamentar. Na semana anterior, ele participou, em Tangará da Serra, de um seminário que reuniu psicopedagogos, neuropediatras, psicólogos e outros especialistas em atendimento a pacientes neurodivergentes, o que reforçou a necessidade de execução das políticas públicas existentes.

Segundo Dr. João, a principal reclamação das famílias refere-se à ausência de profissionais qualificados e de programas estruturados que atendam às demandas diárias das pessoas com TEA. Ele defendeu a criação de um plano de ação que integre serviços de diagnóstico precoce, terapias multidisciplinares e capacitação de servidores do sistema público.

O deputado também criticou a distância entre a produção legislativa e a implementação de leis aprovadas pela Assembleia. Nesta sessão, foram analisadas novas propostas em defesa dos autistas, mas, para Dr. João, a repetição de projetos sem aplicação prática não resolve os problemas enfrentados pelas famílias.

“A cada semana aprovamos leis sobre autismo, mas, se não houver execução, nada muda na vida das pessoas. Precisamos de políticas públicas que saiam do papel”, declarou.

Imagem: Efe

O deputado Lúdio Cabral (PT), integrante da mesma comissão, concordou com o colega e destacou que, apesar de a ALMT atender há anos às demandas da sociedade e aprovar normas em favor dos autistas e de outros perfis neurodivergentes, o Estado ainda não oferece o suporte necessário. Ele mencionou a carência de professores especializados para atender alunos com TEA na rede pública de ensino.

“A Assembleia tem acolhido as reivindicações, mas o governo estadual continua devendo na garantia de profissionais e recursos para efetivar o atendimento adequado”, afirmou Lúdio Cabral.

Com informações de Fatosdenobres