Ministra do STJ mantém prisão preventiva de quatro PMs em Cuiabá
O Superior Tribunal de Justiça (STJ) restabeleceu a prisão preventiva de quatro policiais militares suspeitos de forjar um confronto para esconder arma de fogo possivelmente ligada a outros crimes, entre eles o assassinato do advogado Renato Nery.
A ministra Maria Marluce Caldas foi responsável pela decisão que manteve a detenção dos acusados, baseada no entendimento de que a liberdade dos investigados representa risco à ordem pública e à condução regular das investigações.
As investigações apontam que, na tentativa de simular um tiroteio, os policiais teriam fabricado uma ocorrência no Contorno Leste, em Cuiabá. Na ação, teria sido utilizada uma pistola calibre 9 mm, cujo exame pericial associou a arma a diversos casos, incluindo o homicídio do advogado Renato Nery, executado em julho de 2024 em frente ao próprio escritório.
Na justificativa da decisão, a magistrada destacou a periculosidade atribuída aos militares e a possibilidade de constrangimento das testemunhas. “Mostra-se necessário resguardar a instrução processual, diante do risco de intimidação das vítimas”, enfatizou Maria Marluce Caldas.
Os quatro policiais respondem a um conjunto de acusações: homicídio qualificado, tentativa de homicídio, participação em organização criminosa, porte ilegal de arma de fogo e fraude processual. A denúncia aponta ainda que o falso confronto resultou na morte de um jovem de 26 anos e deixou dois adolescentes feridos.
Inicialmente, o Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT) havia concedido liberdade provisória aos militares, mas o Ministério Público estadual apresentou recurso ao STJ, argumentando que as condições para manutenção da prisão provisória permaneciam válidas.
Imagem: Imagem ilustrativa
Além dos policiais, a apuração já identificou e prendeu outros envolvidos, incluindo supostos mandantes e intermediários. As autoridades investigam a possível relação entre o assassinato de Renato Nery e uma disputa por terras em regiões do interior mato-grossense.
Até o momento, nenhum dos acusados foi condenado, e o processo está em fase de instrução, com diligências em curso para conclusão das provas e oitiva de testemunhas.
Com informações de Passandoalimpomt

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